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terça-feira, 24 de agosto de 2010

CRÔNICA

UMA MUDANÇA "SUI GENERIS"

O começo de um projeto é sempre uma aventura que pensamos ser promissora. Quando comecei a publicar o que escrevia, ainda era um garoto com pouco mais de 18 anos. O contabilista Vitor Carlos Rahde publicava na sua coluna os meus textos que dissertavam para um mundo global – as guerras, as desigualdades sociais, injustiças e coisas que inquietavam a cabeça de um jovem apaixonado pelo jornalismo e pela música. Sim, meu sonho era ser músico, cantar, tocar... Mas o destino me impulsionou para a escrita. Sempre amei o Jornalismo. Desde pequeno era meio língua solta e falava o que pensava.


Em 1992 eu trabalhava na Câmara de Vereadores, em Cachoeirinha. Foi quando me surgiu o convite para ocupar o lugar de um colunista famoso que havia saído da Folha Regional – na época era o principal jornal da região do Vale do Gravataí. Eu não tinha experiência alguma. Aceitei o desafio, que para mim era um sonho.

O nome da coluna surgiu da cabeça de uma amiga e colega na Câmara – a advogada Margareth Dip Martiny. Eu estava quase mandando a coluna para publicar, mas antes passei para ela dar uma revisada. Ela não gostou do nome que havia batizado a coluna – “Via de Fato”. Seu olhar de reprovação saiu espontâneo. Fiquei até sem jeito. Mas quem a conheceu sabe que ela era muito brincalhona e sincera. E brincando ela sugeriu um nome mais pra cima, mais amplo, diferente, peculiar, único...SUI GENERIS! – Isso Sui Generis...coloca Sui Generis!!! – gritava com sorrisos. E eu na hora disse – Que é isso meu Deus! Nunca tinha ouvido esta palavra antes. Mas como negar diante de tanta certeza e empolgação da colega? Soava bem a sua pronúncia mesmo, mas o significado da palavra aguçava minha curiosidade. Não imaginava o que podia ser. Esperei ela me traduzir. O significado foi tão sugestivo e denominador para o que eu estava querendo fazer. Cheguei em casa para almoçar, consultei o dicionário. Exatamente como ela me traduzira – uma coisa ou pessoa peculiar, única no gênero, inédita. Ao mesmo tempo vinha na minha mente a imagem da certeza, o sorriso e o brilho nos olhos da amiga advogada. Isso sem dúvida me impulsionou a trocar o nome.

Pois não é que a Dra. Margareth tinha razão. O nome foi tão bom que em pouco tempo eu consegui ser notado pelo meu trabalho. As oportunidades vieram surgindo. Sui Generis passou ser sobrenome de André Boeira.

E tudo começou com a brincadeira sugestiva e de certo ar de reprovação daquela que é considerada a madrinha Sui Generis, a advogada Margareth Dip Martiny, que não mora mais em Cachoeirinha e até perdi o contato. Mas não tenho dúvidas de que ela faz parte da minha história profissional e de vida. O meu reconhecimento deve-se justamente a esta coluna que completou 18 anos no dia 26 de junho – que por via de fato foi publicada a primeira coluna Sui Generis.